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Pelas ribeiras do Alentejo

As margens de algumas ribeiras que percorrem o Alto Alentejo são ideais para que algumas das Garças que tenho retratado ao longo da missão, possam construir os seus ninhos. Com vegetação densa e de difícil acesso aos predadores, estas aves sentem segurança para proteger as suas crias e procurar alimento nas proximidades.

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Mais a sul, a vegetação dá lugar a uma zona mais rochosa onde uma elegante Garça-branca-grande aproveita as últimas horas do dia para recolher o último alimento antes de voltar à segurança de alguns caniços que escolhe para pernoitar.

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Na manhã seguinte volto ao local bem cedo com o intuito de a voltar a fotografar mas apenas encontro uma Garça-branca-pequena que aproveita a neblina cerrada que a impede de caçar para cuidar da sua o penugem num poleiro já muito utilizado por ela.

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A neblina levanta e bem perto de mim poisa outra das “primas” - a Garça-boieira - que serve de modelo para uns retratos da sua extraordinária penugem, tão bem tratada.

Sinto que, mesmo que idealize a fotografia de única espécie, sendo o habitat tão rico, posso fotografar diferentes tipos de garças num único local ao longo do ano e essa é a riqueza das ribeiras que contornam os montados do meu Alentejo.

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