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Arrábida

Arrábida, ainda bem que iniciei esta missão, pois tenho quase uma relação de amor e ódio com a área. Conheço e, ao mesmo tempo, tenho a consciência que na maior parte das vezes que para lá vou, acabo inevitavelmente por perder-me.

Não sendo uma zona vasta é geograficamente extensa o suficiente para que a missão seja complexa, tal não é a variedade de meios e espécies que podem, de uma forma ou de outra ser abordados ao longo do tempo e estações.

Sai desta vez com o objetivo em mente de retratar umas formações geológicas que conheço, no entanto, naquela manhã chamou-me a atenção uma clareira que se abriu a minha frente, no meio da vegetação densa que caracteriza a região. Lá, perante um nascer do sol simplesmente fabuloso, em que o sol aparecia e desaparecia no meio da neblina que descia das zonas mais altas, deparo-me com um verdadeiro espetáculo primaveril.

Não era propriamente uma clareira pequena, muito pelo contrário, quase como se de uma área de pasto para gado se tratasse, é bem provável que o seja. Aí fiquei espantado pela quantidade e variedade de flores e claro dos seus polinizadores. Muito certamente uma zona a voltar, talvez noutra estação do ano.

Nuno Cabrita

Projecto Realces