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Na senda da Garça-vermelha

Com a chegada da Primavera sabia que, mais dia menos dia, chegariam as Garças-vermelhas ao território. A partir de março começam os primeiros avistamentos e, nesta altura (maio), a maioria dos indivíduos andam atarefados com os ninhos e posturas.

Para continuar este trabalho sabia que a procura por esta ave seria árdua. Muito menos comum no interior do que no litoral, a Garça-vermelha ocupa diferentes habitats, normalmente associados a manchas de água, como é óbvio. Desde pequenas lagoas, grandes albufeiras, estuários intrincados de vegetação rasteira ou até as margens dos grandes rios: todos estes habitats são propícios a encontrar esta tímida ave.

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A procura da espécie é, à partida, um trabalho exigente. Horas e horas de binóculos na mão a percorrer trilhos e a visitar locais onde a ave já foi observada ou onde as condições são muito favoráveis à sua presença. Se por um lado, nem sempre encontramos o que procuramos, por outro, a descoberta de locais muito interessantes e espécies que pretendemos fotografar são sempre um prémio que enriquecem este trabalho de “pesquisa”. Estes 3 colhereiros que ao longe pareciam garças-brancas, descansam numa rocha pouco proeminente e parecem um óptimo desafio para uma futura saída fotográfica.

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Nem sempre é fácil encontrar o que se procura, mas quando se encontra o trabalho parte para uma nova etapa. O que fazer e como fazer? A luz, os ângulos, os fundos, as distâncias, etc… Tudo importa para capturar diferentes momentos da espécie e, uma vez estruturada a ideia, parte-se para a fotografia em si. Fotografias de acção, ambientes, retratos, comportamentos, minimalistas, jogos de luzes, interacção, etc… Importa retratar cada um destes “momentos” para que a história seja rica e diversificada.

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