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Fascínio Imperial

Tenho um fascínio por aves em geral e garças em particular.  São demasiado elegantes para se ser indiferente. Não escondo que a Garça-vermelha (ou imperial), por combinar essa elegância com as cores avermelhadas/alaranjadas que contrastam com o azul das águas tranquilas onde habitualmente caça, é uma das minhas favoritas.

É tempo de as avistar.

Ao longe, em condições de luz desfavorável, podem ser facilmente confundidas com a sua prima Real. Contudo, quando observadas de perto, apesar dos comportamentos semelhantes na actividade da caça com o pescoço em S pronto a disparar, as suas tonalidades tornam-as inconfundíveis. 

Com movimentos lentos, bastante lentos, movimentam-se pelas águas baixas à procura de alimento. Tão grandes, parecem à partida condenadas ao fracasso na arte de passar despercebidas. O segredo passa por avançar tão lentamente que por vezes se torna imperceptível se estão em "Modo Estátua" ou se avançam alguns centímetros. Parece igualmente monótona a sua observação até ao momento que reagem e apanham o seu alimento,  demonstrando mais uma vez como são fascinantes - um fascínio imperial. 

Ricardo Lourenço

Projecto Realces