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Pelas margens do Guadiana

O Guadiana entra em Portugal e vira definitivamente para Sul, por onde “caminha” até ao Atlântico. As suas margens são, neste ponto, pouco acentuadas e ladeadas por vegetação abundante que servem de abrigo a alguns dos “alvos” da minha missão. A cada recanto, quase despercebidas, surgem as Garças-reais e Garças-imperiais que nidificam por perto. Alguns troncos de árvores secas rompem as águas calmas do Guadiana e dão suporte a muitas aves, entre elas Goraz (juvenil) que descansa após a actividade nocturna que o caracteriza. 

No meio de um pequeno caniçal, vejo o movimento da parte superior das canas que denunciam a presença de outra ave que circula furtivamente no interior da vegetação. Numa das clareiras, aparece finalmente o Garçote. De pequeno porte e muito esquivo, contempla-me com a sua presença meros segundos antes de se embrenhar novamente na segurança do caniço. 

 

Projecto Realces