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O mundo alado das garças

A neblina é densa. Avanço lentamente num manto branco tomando a margem como guia. 20 a 30 metros à frente, a primeira silhueta ganha forma. Ainda que ténue, as linhas são inconfundíveis. O pescoço bem definido em forma de “S” revela uma Garça-real. Quase imóvel, aguarda por mais alguma luz para iniciar as suas caçadas. 

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Dou assim início a uma das minhas missões “O MUNDO ALADO DAS GARÇAS”. A neblina levanta e passo o resto da manhã na intimidade do seu território. Aprecio a sua graciosidade e aproximo-me o suficiente para registar a essência dos seus pormenores. Ignora-me e vou embora sem saber se notou a minha presença. 

 

Este é o objectivo. Furtivamente, dar cor e forma ao mundo das garças, priorizando os seus comportamentos e os ambientes fascinantes que as rodeiam.

 

Ricardo Lourenço